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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Meu álbum do ano


CURTAINS – JOHN FRUSCIANTE



Não poderia terminar esse ano sem ao menos mencionar o meu álbum do ano. O ano passou rápido, muitas novidades  e sem dúvida entre fases boas e fases terrivelmente difíceis, lá estava ele, tocando repetidamente no meu playlist.
O John consegue transparecer todo e qualquer sentimento em uma simples frase, toda dor, amor, e qualquer sentimento do mundo, e isso ele consegue exprimir de um jeito primitivo que me leva pra dentro, bem profundamente pra dentro de mim mesma. Muita gente diz por aí "O Red Hot não é o mesmo sem o Frusciante", e sim, ele não é o mesmo, mas creio que a gênialidade dele está muito além de uma banda, muito além de gravar discos e muito além de fazer shows.






"Woman
You do fine on your own
You're free to cry and you don't
Have to wipe your eyes"


Voltando ao Cd, a cada música que vai rolando, você consegue atenuar cada sentimento seu, sentir o verdadeiro sentido e razão da música. A música, ele, o cd falam mais do que qualquer palavra que eu possa escrever nesse blog.

John Frusciante foi uma das melhores opções que escolhi sentir nos ultimos tempos.



 
"We become what you want..."



Editorial por Mariana Esteves

Sessão de fotos que fiz para o editorial do TCC da minha amiga Mariana Esteves, que se formou em Moda.





segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Gosto de café barato com chiclete



O dia começa com seu celular sem despertar, infelizmente mais uma Segunda-feira.
Quando a Segunda começa, percebo que nosso cérebro tem a capacidade de deixar-nos mais cansados do que uma maratona inteira.
Em minha mente a cena, o rádio tocando uma música repetindo sem parar, eu deitada no chão, morta e nada mais.
Estou trágica, acho que isso é fruto da minha não felicidade em ambos aspectos da minha vida – ao menos no amor sou feliz. Acho que não sou feliz comigo mesma e isso me frusta. Vejo gente interessante em todos os lugares, com milhões de amigos, cabelos de todas as cores, roupas que meu salário não suportaria comprar por mês, e seus sorrisos, e tudo isso junto me deprime.
Esse ano não me surpreendeu em muita coisa, fiz amigos ótimos sem dúvida, mas conheci uma gente babaca também. E dessa gente babaca eu já estou rodeada, é algo inevitável.
Com o ano passando, fiz pedidos e tive desejos que não se realizaram, pensei e resolvi não desejar mais nada, o que tiver que acontecer, o vento vai soprar e levar minha vida até ele.
Minha vida não é esse sofrimento todo de quando escrevo. Eu só deixo tênue todos meus sentimentos ao transpassá-los para as palavras. Sou feliz a maior parte do tempo, gosto das pessoas e de vários lugares, mas tenho o defeito de escolher a dedo quem me agrada e aonde quero estar, e isso já decidi – não quero estar aqui nessa cadeira, sentada e com um sorriso amarrado na cara, e se isso vir a acontecer, vou estar deitada no chão, com a música tocando e morta, em pouco tempo.
Já são 17h e mais alguns quebrados de hora, daqui a pouco pego o ônibus – o mesmo ônibus de ontem, e possivelmente de amanhã, coloco as mesmas músicas e vou dormir.
Amanhã vou acordar, no susto, porque o celular não vai querer despertar, e se nem ele quer, será que eu quero?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011



Um dia, uma solidão
De um lado o trapézio e do outro o chão
Um salto em sua direção, toda esperança em suas mãos(...)