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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Ansiedade, ansiedade


Inegavelmente o assunto do momento da minha vida é minha gravidez.
Leio artigos diariamente, participo de fóruns e converso com outras mulheres que se encontram na mesma situação.
O medo esta terrivelmente presente! Afinal, tudo o que é novo assusta.
Minhas ansiedades, meus medos, minhas duvidas vão aumentando a cada dia que passa e quando vejo que mais uma semana se completou, meu coração acelera ao ponto de chegar até doer.

Por mais que esteja chegando a hora, tudo parece demorar, mas ficar grávida (nesse finalzinho então...) é bem complicado. Seu corpo mudou muito rápido e não para de mudar, na reta final você parece estar carregando o triplo do seu peso, e se sente grande e devagar. Um calorzinho a mais tudo incha, os pés doem, as pernas latejam, as mãos formigam, enquanto a temperatura do lugar está 32 graus, eu tenho a habilidade de ter a sensação térmica de uns 45, não é fácil!
Ah dores na costela, dores na barriga, dores nas costas e ainda por cima infecção de urina, tudo isso junto com a falta de posição e as noites mal dormidas, exato, essa parte é a pior, ninguém pode te cobrar um sorriso ou um bom humor, porque chega a ser impossível ficar sorridente depois do seu filho chutar você, encaixar o pé na sua costela e você não conseguir respirar uma noite toda.

Estou de 32 semanas, ainda faltam umas pela frente. A dúvida do parto normal ou cesárea (por motivos maiores) ainda me mata. Me deparei respondendo à alguém que me perguntou quando ele nascia: - Ah mês que vem já! Opa, peraí, mês que vem?!
Minha cabeça deu um giro de 360 graus e vi que ainda faltam muitas coisas para arrumar, montar, limpar. Preciso ver mais vídeos de aula sobre gestantes, aprender a dar banho e como vou saber quando ele esta com fome? Preciso também fazer um milhão de exames de urina, ultrassom e coisas chatas, aí não vai dar tempo.

Tudo isso junto martelando na sua cabeça (repito mais uma vez) não é fácil!
E quando você percebe que alguma alma ‘abençoada’ olha pra você fazendo aquela cara de que você não vai dar conta sozinha? Ahhh se a gestação inteira meu humor estava pior do que os dias que eu tinha TPM, agora então, não pegar nenhum objeto cortante é o que vale!

Resumindo tudo isso...
Minha ansiedade aumenta a cada dia, cada vez que penso que “mês que vem o Theo nasce”, a cada pessoa que me pergunta como estou.
Mas achei um ponto de paz único no mundo no meio de tudo isso!
Quando me deito, coloco a mão na minha barriga (que está grande, muito grande) e consigo sentir e ver certinho o formato do pezinho dele, percebo que estou preparada para qualquer dor, qualquer ansiedade e qualquer agonia que possa aparecer.
Tenho o melhor homem do mundo do meu lado, os melhores avós do mundo, a melhor família, faz com que eu tenha a certeza absoluta que vou ter o melhor filho do mundo!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Mais um desabafo!

Esse é mais um desabafo. Mas desta vez é um desabafo não sobre meus sentimentos e ansiedades e sim sobre o preconceito indireto da sociedade.
Isso mesmo!  Desde o primeiro momento em que engravidei milhões de coisas se passaram pela minha cabeça, como um furacão de ideias e emoções, mas uma coisa que nunca pensei foi em que as pessoas me olhariam e me julgariam pelo simples fato de eu estar grávida e sim, estudando!

Em pleno século XXI, onde a informação circula com tamanha velocidade e não descansa, percebo que as pessoas estão mais “adestradas” a terem certos tipos de comportamentos e pensamentos. Os jovens de hoje que cursam uma faculdade, que têm o direito de expressão, possuem todo o poder da comunicação nas mãos, deveriam usar todo o tipo de fonte de informação pra lutarem por uma vida melhor, são as pessoas que mais carregam estereótipos e pensamentos julgadores do que podemos imaginar.

A sociedade em que vivemos está muito acostumada a julgar as pessoas, essa necessidade de falar ou se importar com as outras pessoas já esta inserida no dia a dia e o triste é que, ela se torna mais importante do que apenas olhar sua vida e caminhar para frente.
Mas o que é o fator mais contraditório disso tudo é que vivemos em um país onde no carnaval, ficar pelado é permitido, dirigir bêbado e tirar a vida de alguém não tem punições severas, para passar em um vestibular basta apenas saber escrever seu nome e universitários que deveriam dar valor no dinheiro em que gastam nos estudos, não pensam em suas conseqüências e ainda assim ser homossexual ou estar grávida e estudando no meu caso, são coisas que afetam e tiram a paz das pessoas.

Todos os dias canso de ver pessoas me olhando pelos corredores, menininhas(os) que mal sabem explicar o porquê fazem determinado curso, falando baixinho quando passo. Ninguém é obrigado a saber quantos anos eu tenho, o que faço da vida ou o que já passei por ela, na verdade não quero que ninguém saiba, mas é incrível ver que o fato de uma gravidez possa impactar tanto as pessoas que menos deveriam julgar os outros nos dias de hoje.

Eu pouco me importo, curto meu barrigão e minha ansiedade para ver o rostinho do Theo só aumenta a cada dia, mas o fato que realmente me incomoda nisso tudo é ver para onde os jovens estão indo e isso me preocupa, pois vou colocar uma pessoa no mundo e que em toda a minha educação, quero passar valores totalmente diferentes desses que estou acostumada a ver todos os dias. Não sou perfeita, erro muito, mas quero acima de tudo ensinar para ele que as diferenças existem sim, toda pessoa é diferente por fora, por dentro e em seus pensamentos, mas que o caminho que ele tem que seguir é o oposto do que as pessoas vivem hoje, que pra mudar o mundo precisamos ver o que nos mesmo fazemos de errado e nunca é tarde para mudarmos nossas atitudes e conceitos.

Em uma sociedade onde o que mais se escuta falar é: “admiro e adoro sinceridade”, se você é sincero e fala o que pensa, as pessoas ficam com raiva e não aguentam ouvir a verdade, o que me entristece é ver que ‘ser você mesmo’ incomoda e afeta muita gente, mas por quê? Por que a verdade dói tanto? Por que a vida alheia é sempre mais interessante? Por que quase ninguém admite os próprios erros? Muitos outros porquês me cercam a cabeça, mas no atual momento só quero que meu filho, meu namorado e eu saibamos que a vida é muito mais que qualquer julgamento ou olhar, a vida começa dentro do nosso coração, então a felicidade brota e só cresce quando se esta em paz com você mesmo.